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SETEMBRO

Pântanos com metano congelado da Sibéria estão a derreter 
 

O maior reservatório subterrâneo de metano do planeta, que permanecia congelado há 11.000 anos, está a começar a derreter. Trata-se do pântano gigante de alcatrão da Sibéria ocidental, um milhão de quilómetros quadrados de uma espécie de lago de alcatrão congelado desde a última idade glaciar.

Cientistas russos e britânicos alertaram ontem na revista de divulgação científica New Scientist para este problema e dizem temer que o metano agora libertado possa contribuir para acelerar o aquecimento global do planeta.
O metano é um gás com um efeito de estufa 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono e o pântano na tundra siberiana, do tamanho de França e Alemanha juntos, acumulou durante milhares de anos 70 mil milhões de toneladas de metano, um quarto de todo o metano aprisionado no solo do planeta.
Trata-se de uma área inóspita, uma das menos visitadas do planeta, mas que tem sido uma das maiores vítimas do aquecimento global. Estima-se que na Sibéria ocidental as temperaturas médias tenham subido três graus nos últimos 40 anos. O aquecimento deverá ser causado por uma mistura de factores, que incluem alterações causadas pelo homem, uma mudança cíclica na circulação atmosférica conhecida como circulação do Árctico e as consequências do derreter dos gelos, que deixa oceanos expostos à luz do Sol, que produzem mais calor.
Apesar de este perigo ser conhecido pela comunidade científica internacional, o aviso de que algo de novo se estava a passar partiu de um botânico russo, Serguei Kirpotin, da Universidade Estadual de Tomsk, juntamente com Judith Marquand, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.
"É um desastre ecológico, provavelmente é irreversível e está sem dúvida ligado ao aquecimento global. Toda a região subárctica da Sibéria ocidental está a derreter-se, e tudo começou a acontecer nos últimos três ou quatro anos", disse Kirpotin à New Scientist. O que o que era uma imensa extensão de alcatrão congelado já apresenta lagos, alguns com um quilómetro de diâmetro.
Este aviso surge dois meses após um outro relatório que dizia que milhares de lagos na Sibéria oriental desapareceram nos últimos 30 anos. E nos territórios gelados do Alasca (no Norte da América), e do lado de lá do oceano Pacífico, está a acontecer algo semelhante.
"Este era um fenómeno esperado", diz Filipe Duarte Santos, físico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, especialista em alterações climáticas e modelos de estudo do clima. "Estes fenómenos vêm confirmar que os modelos do sistema climático que defendem que o aquecimento global será maior nas latitudes elevadas, como o Árctico, estão certos."
O permafrost absorve mais calor do que o gelo de superfície ou a neve, ao contrário do que se possa pensar, e é mais afectado pelo aumento da temperatura.
Já no início deste ano uma equipa australiana, que coordena um projecto chamado Global Carbon Project, tinha dito que o permafrost é uma das principais causas de agravamento das alterações climáticas, precisamente pelos gases de efeito de estufa que pode libertar para a atmosfera ao derreter.
Filipe Duarte Santos explica ainda que a matéria orgânica presa durante milénios no permafrost, o solo gelado da tundra siberiana, entrará agora em contacto com o ar.
Se os pântanos secarem, à medida que forem derretendo, o metano vai reagir com o oxigénio do ar e escapar-se para a atmosfera como dióxido de carbono. Mas, se estas zonas pantanosas continuarem húmidas, como acontece hoje na Sibéria ocidental, o metano será directamente libertado para a atmosfera, onde terá efeitos mais potenciadores do efeito de estuda, sublinhou Karei Frei, da Universidade da Califórnia, citada pela New Scientist.

 

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Estudo exclui relação entre telemóveis e tumores cerebrais a curto prazo 

Usar o telemóvel ao longo de dez anos não faz aumentar o risco de tumor no nervo que liga o ouvido ao cérebro, revela um estudo publicado ontem no "British Journal of Cancer". No entanto, os especialistas lembram que não se pode excluir a hipótese de aumento do risco da doença se a utilização for superior a ao período analisado.

"Os resultados revelam que não existem riscos substanciais na primeira década de utilização [do telemóvel]", defende Anthony Swerdlow do Instituto de Pesquisa do Cancro, um dos autores da investigação. "A possibilidade de risco a longo prazo permanece desconhecida devido ao facto de esta ser uma tecnologia recente", explicou.
A investigação britânica incidiu sobretudo no risco de aumento dos neurinomas do nervo acústico, ou seja, tumores benignos que surgem no nervo que liga o ouvido e o ouvido interno ao cérebro. O nervo situa-se junto ao local onde os telemóveis são encostados e portanto seria um dos primeiros a ser afectado. A investigação, que incluiu também a análise do risco de outros tumores cerebrais, baseou-se em estudos feitos em Inglaterra, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, países pioneiros na introdução destes aparelhos.
Estudos independentes realizados anteriormente defendiam que a radiação emitida pelo telefones móveis podia afectar o corpo humano, podendo aquecer o cérebro e causar dores de cabeça e náuseas. Mas até agora nenhuma investigação provou que os aparelhos causem danos permanentes.

 

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Antárctica: buraco de ozono aumentou de tamanho em relação a 2004, diz ONU 

 

O buraco de ozono sobre a Antárctica terá aumentado em relação ao ano passado mas continua mais pequeno do que em 2003, informou hoje a ONU, através da Organização Mundial de Meteorologia (OMM).

A depleção sazonal da camada que protege a Terra dos raios ultravioletas do Sol, situada entre os 15 e 30 quilómetros acima do solo, pode tornar-se mais significativa num futuro próximo, avisa a organização.
Todos os Invernos ocorrem reduções na camada de ozono nas regiões polares, especialmente na Antárctica. As baixas temperaturas permitem a formação de nuvens estratosféricas que possibilitam as reacções químicas da fragmentação do ozono.
“Nesta altura, parece que o buraco de ozono deste ano vai estar na média ou, talvez, um pouco acima da média”, disse Geir Braathen, especialista em ozono da OMM, numa conferência de imprensa.
Segundo os investigadores, o buraco de ozono atingiu um recorde de 29 milhões de quilómetros quadrados em Setembro de 2003, expondo aos raios nocivos a zona sul da América do Sul.
Hoje, a OMM disse que a área onde as temperaturas são baixas o suficiente para a formação de nuvens – uma indicação do tamanho potencial do buraco de ozono – cobre actualmente cerca de 25 milhões de quilómetros quadrados.
“Esperamos que o buraco de ozono se agrave nos próximos dez anos. Depois, a situação deverá começar a melhorar”, acrescentou Braathen. Este especialista prevê a recuperação do buraco de ozono para 2050.
A OMM, com 181 Estados membros, baseia a sua análise em informações recolhidas por satélites, no solo e em balões lançados à atmosfera.

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Uma garçonete sueca recebeu, em um bar de Nova York, uma gorjeta pouco convencional de um cliente idoso: um Porsche.

Josefin Justin, 19 anos, declarou ao jornal The Guardian que foi gentil com o cliente, mas ao comentar que lhe daria o carro como gorjeta, a garota acreditou que se tratasse apenas de uma brincadeira.

"Quando ele me entregou as chaves, me dei conta de que ele falava sério", contou Justin à imprensa local.

O homem, que pediu ao jornal para não ser identificado, justificou a atitude: "Eu a olhei nos olhos e vi um anjo. Em seguida, pensei: o Porsche deveria ser dela", disse.

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Homem já usava sapatos há 30 mil anos, segundo estudo

Os seres humanos que povoavam algumas regiões da Europa e Ásia já usavam sapatos há 30 mil anos, segundo um estudo publicado no último número da revista Journal of Archaeological Science.
A prova, segundo os especialistas, está na evolução dos dedos dos pés desde o Paleolítico Superior até aos tempos modernos.

Erik Trinkaus, professor de antropologia física, explicou que as modificações nos pés manifestam-se principalmente nos dedos mínimos, que perderam tamanho e força como resultado do uso de calçado.

Segundo Trinkaus, análises aos ossos dos pés de restos humanos do Paleolítico Médio e paleolítico Superior encontrados na Europa e Ásia revelaram que as alterações começaram a ocorrer há cerca de 30 mil anos atrás.

«Descobri que os dedos mínimos desses seres humanos eram muito menos fortes que os dos seus antepassados, embora as pernas continuassem a ser robustas. O mais lógico é que tenham começado a usar sapatos», indicou o perito.

Quando se caminha descalço, os dedos pequenos são usados para conseguir tracção, garantindo a força dos ossos. Com os sapatos, explicou Trinkaus, diminui a sua importância e assiste-se à sua debilitação.

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HOMEM E CHIMPANZÉ PARTILHAM 96% DO CÓDIGO GENÉTICO

A primeira comparação do genoma do Homem e do chimpanzé revela que 96% da sequência de ADN dos seres humanos é igual à destes primatas, segundo um estudo publicado esta quinta-feira na revista Nature.


Investigadores do Instituto Nacional de Saúde e do Instituto Nacional de Investigações sobre o Genoma Humano (NHGRI), nos Estados Unidos, conseguiram pela primeira vez sequenciar o genoma do chimpanzé e compararam-no com o do Homem.

Trata-se de da primeira sequenciação do genoma de um primata não humano e a quarta de um mamífero, incluindo o Homem, em 2001.

A equipa constatou que as grandes semelhanças entre os chimpanzés e os seres humanos os tornam dez vezes mais parecidos do que os ratos com as ratazanas e sessenta vezes mais do que os ratos e os próprios humanos.

Para esta investigação, os cientistas utilizaram o ADN (Ácido Desoxirribonucleico) do sangue de um chimpanzé macho de 24 anos, Clint, e descobriram que este primata partilha com o humano 29 por cento das suas proteínas.

Segundo os investigadores os genomas do Homem e do chimpanzé contêm um número idêntico de genes - entre 20 mil e 25 mil em três milhões de pares de bases (letras químicas que formam os genes) de ADN.

Os investigadores concluíram que os pares de bases totalmente diferentes entre as duas espécies representam apenas 1,2% do total dos seus genomas, e que 2,7% das diferenças existentes entre ambos os genomas se deve a processos de duplicação genética.

A restante diferença - até aos 4% - que separa o Homem do chimpanzé é fruto de outros acontecimentos ao longo da evolução.

«A sequenciação do genoma do chimpanzé é um acontecimento histórico que vai conduzir a descobertas surpreendentes, repletas de consequências para a saúde humana», segundo o estudo.

«A comparação do genoma humano e dos genomas de outros organismos vivos constitui uma ferramenta importante para a compreensão da nossa própria biologia», demonstra a investigação.

Já se sabia que o património genético do chimpanzé é quase todo comum ao do Homem moderno, o que torna este grande símio mais próximo do humano do que o gorila, por exemplo.

O último antepassado comum às duas espécies viveu há cerca de seis milhões de anos, segundo os cientistas.

 

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