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Tenda das Reflexões(Outubro)

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O ato de refletir consiste no esforço em ativar diferentes setores da mente por associação entre elementos comuns.

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Na tenda das reflexões você terá mensalmente algumas palavras que poderão lhe ajudar a meditar e refletir. Caso você queira colaborar com algum texto para reflexão envie seu mail para nossa caixa postal atendapalace@hotmail.com .

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FILA INDIANA

Para mim os homens caminham pela face da Terra em fila indiana.
Cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás.
Na sacola da frente, nós colocamos as nossas qualidades.
Na sacola de trás guardamos os nossos defeitos.
Por isso durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos, presas em nosso peito.
Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente nas costas do companheiro que está adiante, todos os defeitos que ele possui.
E nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito.


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 A CARTA DO CHEFE SEATTLE (1855)


"O Presidente declarou em Washington que deseja comprar a nossa terra. Mas como se há de comprar ou vender o céu, a terra? Tal idéia é estranha para nós. Se não possuímos a presença do ar, e o brilho da água, como se há de comprá-los? Cada pedaço desta terra é sagrado para o meu povo. Cada agulha reluzente de pinheiro. Cada praia arenosa. Cada campina. Cada inseto que zumbe. Tudo isso é sagrado na memória e na experiência do meu povo. Conhecemos a seiva que corre pelas árvores tal como conhecemos o sangue que corre pelas nossas veias. Somos parte da terra, e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs. O urso, o gamo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, as essências do prado, o calor do corpo do pônei e o homem, todos pertencem à mesma família. A água brilhante que se escoa nos ribeiro e nos rios não é somente água, mas o sangue dos nossos ancestrais. Se lhe vendermos a nossa terra, você terá de lembrar-se de que ela é sagrada. Cada reflexo que, como um fantasma, aparece na límpida água dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz do pai do meu pai. Os rios são nossos irmãos. Eles aplacam nossa sede, transportam nossas canoas e alimentam nossos filhos. Por isso você deve Ter para com os rios a benevolência que teria com qualquer irmão. Se lhe vendermos a nossa terra, lembre-se de que o ar é precioso. Lembre-se de que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso avô seu primeiro alento recebe também seu último suspiro. O vento dá aos nossos filhos o espírito da vida. Por isso, se lhe vendermos a nossa terra, você precisa mantê-la à parte, como algo sagrado, como um lugar aonde um homem pode ir expor-se ao vento que é perfumado pelas flores do prado. Ensinará você aos seus filhos o que nós ensinamos aos nossos filhos, que a terra é nossa mãe? O que acontece à terra acontece aos filhos da terra. Isso nós sabemos. A terra não pertence ao homem. O homem pertence à terra. Todas as coisas estão ligadas, como o sangue, que nos une a todos. O homem não tece a teia da vida; nela, ele é a pena um fio. O que ele faz para a teia, fá-lo para si mesmo. Uma coisa nós sabemos: nosso Deus é também o seu Deus. A terra lhe é preciosa. E danificar a terra é desprezar o seu criador. O destino de vocês de vocês é um mistério para nós. Que acontecerá quando os búfalos tiverem sido mortos? Os cavalos selvagens domados? Que acontecerá quando todos os cantos secretos da floresta estiverem impregnados do cheiro de muitos homens, e a vista das sazonadas colinas estiver escondida pelos fios que falam? Onde estará a brenha? Desapareceu. Onde estará a águia? Desapareceu. E o que é dizer adeus ao pônei veloz e à caça, o fim do viver e o começo do sobreviver? Quando o último pele-vermelha tiver desaparecido com sua selva e sua lembrança for apenas sombra de uma nuvem movendo-se por sobre a pradaria, ainda estarão aqui estas praias e estas florestas? Restará ainda algo do espírito do meu povo? Nós amamos esta terra tal como o recém-nascido ama as batidas do coração de sua mãe. Por isso, se lhe vendermos a nossa terra, ame-a como nós a temos amado. Preocupe-se com ela como nós nos temos preocupado. Tenha em mente a lembrança da terra tal como ela for quando você a receber. Preserve a terra para todas as crianças e ame-a como Deus ama a todos nós. Assim como nós somos parte da terra, também você é parte da terra. Esta terra é preciosa para nós e também para você. Uma coisa nós sabemos: só há um Deus. Nenhum homem, seja ele pele-vermelha ou branco, pode viver isolado. Afinal, somos todos irmãos."
                                                                  Chief Seattle

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DIVAGAÇÕES DE UM "SONHADOR"


Que seria do homem sem os seus sonhos, suas fantasias? Que seria dele sem a liberdade de pensar, sem os grilhões que a ciência e a tecnologia criam para cecear-lhe a imaginação Que seria dele sem as asas do espírito, que o levam a mundos desconhecidos, sem as restrições impostas pelo tempo e pelo espaço.
A razão sem dúvida impulsionou o desenvolvimento do Homo sapiens como não o fez com nenhuma outra espécie. A alma, entretanto, cuja existência jamais foi comprovada, que jamais foi exposta à acção de um bisturi, abre-lhe o caminho para uma Quarta Dimensão. Mais que todos os conhecimentos, foram sempre o mistério, o inexplicável, o oculto, enfim, que com mais empenho o puseram em movimento, e conquistaram sua razão.
O raio e o trovão foram degradados por nós a meras fórmulas físicas; acompanhamos pela telinha da televisão a vida de microorganismos e, com os radiotelescópios, testemunhamos o nascimento ou a morte de uma estrela ocorridos a milhões de anos, mas que só chega até nós; o atraso se deve ao tempo que a luz leva para percorrer essas distâncias gigantescas. E como a estrutura básica do Universo - o Caos - é inquietante para nós, tentamos sistematizá-lo, categorizá-lo, numa tentativa de compreender o inconcebível. Enquanto isso, o estado e o desenvolvimento do mundo que nos cerca mais de perto, o nosso próprio planeta, coloca-nos no mesmo dilema.
Mas no nosso inconsciente existe um mecanismo de defesa; ele procura protecção diante da omnipresente falta de saídas através de uma civilização que engendra a si mesma e é ao mesmo tempo quase suicida. Sentimos a necessidade de uma volta urgente às raízes do nosso ser, aos nossos sonhos e fantasias mais remotos, livres de quaisquer injunções impostas pelas assim chamadas conquistas do progresso.
Em nossa vida "moderna", o perigo espreita em muitos dos progressos mascarados como "desenvolvimento" que já escaparam ao nosso controle. Seria um milagre caso a indústria global da mídia e da propaganda não tivessem percebido as possibilidades que daí resultam. Ela mais e mais usa correntes do nosso inconsciente para influenciar-nos no sentido desejado, para manipular-nos. Nenhum truque psicológico é baixo demais, mesquinho demais, para sugerir às pessoas desejos e cobiça, e até mesmo opiniões e convicções, chegando à disposição para sacrificar a própria vida, para daí tirar vantagens.
Enquanto, num passado remoto, feiticeiros e fundadores de seitas já usavam métodos de sugestão para rebaixar os homens a dóceis instrumentos e, assim, garantir a própria influência, enquanto mais tarde príncipes, autoridades eclesiásticas e políticos seguiram seus passos, hoje imperam os sedutores secretos, membros das diretorias e dos conselhos de gigantescos conglomerados empresariais: o mercado mundial precisa de um homem padronizado e fácil de atender, o cliente internacional ideal de caráter universal. Nós quase somos levados a crer que os gerentes dessas empresas são membros de uma comunidade de crença, cujo postulado se expressa no seguinte lema: "Ganhe dinheiro - ganhe mais dinheiro".
Poucas são as vítimas que ainda estão em condições de descobrir as manipulações. Seu veneno é inoculado até nos recantos, nichos e culturas mais intactos de nosso planeta, que de maneira insidiosa e incessante vai destruindo a variedade humana e apoderando-se de seus sonhos e desejos. É dessa maneira que se tenta chegar à alma. Para eles isso é fácil. Seu único oponente é a natureza, que atualmente perde uma batalha após outra. Para recuperar o terreno perdido, ela se disfarça, se esconde atrás de fachadas artificiais, muda de rosto e tem assim todo tempo do mundo. O que um dia começou no caldo primordial não pode ser vencido ou eliminado nem mesmo pela "coroa da criação". Isso está sempre presente - omnipresente - também dentro de nós, como uma loba ou um urso. Nós usamos a loba ou o urso como pele por baixo do vestido de noite ou do smoking. O que fazemos ou aonde vamos, não importa: uma sombra de quatro patas sempre nos acompanha...

Klaus Sonnefeld "Weisse Rabe"

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UM MUNDO DE MEDOS?

Diz se que o mundo onde vivemos está dominado pelas relações de poder e que carece de amor. Pelo menos quando para ele olhamos através dos media.

Porquê tanta guerra de poder? É curioso perceber que o poder se alicerça sempre no medo. Todos os que entram em guerras de poder só o fazem por estar terrivelmente apavorados.

Nesta época em que vivemos, ainda somos quase que integralmente movidos pelo medo.

O medo de perder a honra, o medo de não ser aprovados, o medo de ser conquistados, o medo de ser incompreendidos, o medo da morte, o medo do desconhecido, o medo das doenças, o medo de não saber, o medo de não ser reconhecido.

Porque luta a América contra todos aqueles a que chama terroristas? Porque está cheia de medo que os seus “ideais” possam vir a desvanecer. Porque lutam certos árabes contra os “infiéis”? Porque têm medo que por causa deles se abata o mal sobre a nossa terra. Porque lutam israelitas, afegãos, africanos, asiáticos, seja onde for no mundo? Por medo. Medo de perder alguma coisa. Medo. Só. Vivemos num mundo apavorado.

Por isso tanto poder. Para que serve o poder? Para se esconder o medo. Ou melhor, para se ter a ilusão de esconder o medo.

Mas aquilo que se esconde cresce sempre com mais força.
Tudo aquilo a que resisto persiste. Tudo aquilo que aceito desaparece.

A sociedade tem de começar a perceber e sobretudo a aceitar que é uma sociedade movida pelo medo, que o padrão colectivo é: Medo. E assim, ele irá desaparecendo e dará lugar ao amor.

Experimente listar os seus medos (não todos! Só alguns) e depois, comece a aceitá-los e a perceber que de nada serve tapá-los. Deixe-os subir. Deixe-se ganhar por eles.

Eu já comecei...

Luís Martins Simões

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A NOSSA VERDADE

A verdade é aquilo que todo o homem precisa para viver e que ele não pode obter nem adquirir de ninguém. Todo o homem deve extraí-la sempre nova do seu próprio íntimo, caso contrário ele arruina-se. Viver sem verdade é impossível. A verdade é talvez a própria vida.

Franz Kafka, in 'Conversas com Kafka'

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O MILAGRE DA VIDA

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Albert Einstein

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VOCÊ NÃO ESTARÁ A "TENTAR" MUITO?

Há coisas que estamos sempre a "tentar" fazer e que parecem nunca acontecer. Você pode convencer-se de que está a "tentar". Pode anunciar aos outros que está a "tentar". Mas, na realidade, só quando parar de "tentar" e começar a "fazer" é que verá alguma coisa acabada.

O que poderia acontecer se eliminasse definitivamente a palavra "tentar" do seu vocabulário? Primeiro que tudo, isto o obrigaria a ser mais específico. Em vez de dizer " eu estou a tentar acabar o trabalho" você teria que especificar até onde chegou com o mesmo.

Se não tivesse a palavra "tentar" para se apoiar, talvez se tornaria mais apto a acabar o trabalho mais rapidamente.

É óptimo se puder fazer um esforço sincero, mas um "tentar", isto é, um foco tão vago, não serve para nada. Veja bem se não estará a "tentar" muito e a "fazer " pouco. Esqueça a palavra "tentar". Acorde e comece realmente, eficazmente a "fazer".

 

Alexandra Solnado

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REFLEXÕES ANTIGAS...